Futuro do rebanho: genética sexada ajuda produtor a se organizar

Jan 8

Planejar o futuro do rebanho já no momento da inseminação deixou de ser uma promessa distante e tem feito parte da rotina de muitas propriedades pelo país.

Com o avanço da genética sexada, produtores conseguem direcionar o nascimento de fêmeas ou machos conforme o objetivo do sistema produtivo. A estratégia passa tanto pelo ganho de eficiência como pela previsibilidade dentro da porteira. A explicação é do veterinário Adolfo Ferreira, que é Gerente de Operações da ABS.

“De um tempo para cá, a gente teve muita evolução de tecnologia aplicada ao desenvolvimento de novos produtos e novas formas de produzir o sêmen sexado. Hoje, a tecnologia de sexado com uma concepção muito próxima do convencional é o que anima a maioria dos produtores a utilizar esse tipo de ferramenta.”

No leite, o efeito disso está no ganho genético e na oferta de bezerras alinhadas ao perfil produtivo da fazenda. No corte, a estratégia contribui tanto para a reposição de matrizes quanto para a produção de carne com uso mais eficiente do rebanho, segundo o veterinário.

“Hoje a gente costuma dizer que o sexado te dá uma taxa de concepção relativa ao convencional de 90%. Mas, existem alguns casos em que com produtores e com uma assistência técnica direcionada de um veterinário, eles conseguem obter taxas inclusive melhores do que o convencional com utilização de algumas ferramentas que possibilitam a detecção de estio nos protocolos.”

O Gerente de Operações da ABS ainda acrescenta que a ferramenta de genética sexada é adaptável a diferentes tamanhos de propriedade e estratégias produtivas.

Produção e reportagem: Bruno Moreira, Agência Rádio Web.

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